Andalaquim André

Textos

A PULGUINHA PULADORINHA
 
 
            A bola rola.
 
            A pulga pula.
 
            A pulga pula
            na frente da bola.
 
            A bola rola
            e mata a pulga.
 
 
            Sabe essa pulga?
            Então, ela não morreu não.
 
            Eu juro que eu achei que ela tava morta.
           
            Mas aí veio um vira-lata,
            e ela pensou:
                       
                        “Se eu não sair daqui agora,
                         eu morro.”.
 
            E pulou em cima dele
            toda tonta e torta.
 
            E foi embora
            montada a cavalo
            no cachorro.
 
 
 
Eu queria escrever “vira-lata”
daquele jeito que daí dá pra ver
que o cachorro é pequeno.
 
Mas eu não sabia se escrevia
“virinha-lata” ou “vira-latinha”.
 
Daí pensei em “virinha-latinha”.
 
Mas “virinha-latinha”
é mais pequeno ainda.
E ele não é tão pequeno assim.
Porque ele é só um cachorro pequeno,
não é um canino pequenino.
 
Daí deixei vira-lata memo.
Mas é um vira-lata pequeno.
 
E sabe por que ele é pequeno?
Porque ele não pode ser grande.
 
E sabe por que ele não pode ser grande?
Porque, se ele fosse grande,
a pulguinha não ia conseguir pular em cima dele,
porque ela tava tonta e pulando torto
por causa da bolada da bola.
 
E, desse jeito,
o salto não ia ser alto.
Tanto é que foi um pulo pra cima baixo.
 
E é por causa do pulo baixo
que ela é a pulguinha puladorinha.




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                                                                         ANDRE


Andalaquim André

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Publicado em 20/11/2009 às 23h03


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