|
|
Textos
A PULGUINHA PULADORINHA A bola rola. A pulga pula. A pulga pula na frente da bola. A bola rola e mata a pulga. Sabe essa pulga? Então, ela não morreu não. Eu juro que eu achei que ela tava morta. Mas aí veio um vira-lata, e ela pensou: “Se eu não sair daqui agora, eu morro.”. E pulou em cima dele toda tonta e torta. E foi embora montada a cavalo no cachorro. Eu queria escrever “vira-lata” daquele jeito que daí dá pra ver que o cachorro é pequeno. Mas eu não sabia se escrevia “virinha-lata” ou “vira-latinha”. Daí pensei em “virinha-latinha”. Mas “virinha-latinha” é mais pequeno ainda. E ele não é tão pequeno assim. Porque ele é só um cachorro pequeno, não é um canino pequenino. Daí deixei vira-lata memo. Mas é um vira-lata pequeno. E sabe por que ele é pequeno? Porque ele não pode ser grande. E sabe por que ele não pode ser grande? Porque, se ele fosse grande, a pulguinha não ia conseguir pular em cima dele, porque ela tava tonta e pulando torto por causa da bolada da bola. E, desse jeito, o salto não ia ser alto. Tanto é que foi um pulo pra cima baixo. E é por causa do pulo baixo que ela é a pulguinha puladorinha.
/-\|\||)/-\|_/-\(,)|_|||\/| ANDRE
|
Andalaquim André |
Copyright © 2009. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Publicado em 20/11/2009 às 23h03
|
|